Pode parecer enigmático que o Dr. Bach não tenha preparado pessoalmente duas essências de seu sistema, Olive e Vine, mas que as tenha encarregado a amigos da Itália e da Suíça, respectivamente.
Assim, Vine foi preparada em 1934 no cantão suíço de Ticino. Mas por que Bach incorporou duas plantas inexistentes na Inglaterra e no País de Gales? Creio que porque têm uma grande carga simbólica no cristianismo, fonte na qual bebeu o Dr. Bach.
No Antigo Testamento, a videira representa o povo de Israel (Salmo 80:8-9), que é amado e protegido por Deus, mas que por seu orgulho, teimosia e desobediência contínuos se transformou numa videira selvagem que só produzia uvas amargas (Isaías 5). Esses padrões de orgulho, teimosia e desobediência são, sem dúvida, características de todo Vine negativo.
No Novo Testamento, a condição de videira passa do povo de Israel para Jesus. O próprio Cristo disse: “Eu sou a videira verdadeira e Meu Pai é o lavrador. Toda videira que não der fruto será arrancada e toda videira que dá fruto será podada para que dê ainda mais fruto”; “Assim como o ramo não pode dar fruto se não estiver unido à videira, vocês também não darão frutos se não estiverem unidos a mim”.
O lugar de Israel como povo de Deus é assim tomado por Jesus (a videira) e os discípulos (os ramos).
Para Julian Barnard, o cuidado dos vinhedos nos monastérios se tornou uma metáfora do cuidado da alma, posto que a videira precisa de muita atenção para que dê frutos e um bom vinho.
Dr. Ricardo Orozco é médico e há quase 40 anos se dedica à terapia floral. É autor do livro Padrão Transpessoal dos Florais de Bach, um eficiente instrumento terapêutico, traduzido para português pelo Centro de Estudos Florais e editado pela Healing Brasil.