A empatia é a base de qualquer relação terapêutica genuína e eficaz. Na terapia floral isto não é diferente.
A empatia permite que o terapeuta compreenda e se conecte com o cliente de maneira profunda, indo além das palavras ditas a fim de captar emoções, intenções e necessidades subjacentes. Sempre através daquilo que o cliente expressa, de maneira verbal ou não-verbal, e não através daquilo que o terapeuta define como expressado, presumindo saber mais sobre o cliente que ele próprio.
Ser empático significa não apenas ouvir, mas escutar ativamente, demonstrando interesse genuíno e respeito por aquilo que o cliente está compartilhando. Trata-se de se colocar no lugar do outro sem julgamentos, validando suas experiências e sentimentos. Jamais pressupor saber mais que ele porque detém técnicas infalíveis de leitura das entrelinhas. O estudo da psicologia e áreas afins não existe para tornar o terapeuta um decifrador de enigmas, sendo o enigma o próprio cliente. Já dizia Jung que mesmo conhecendo todas as teorias e dominando todas as técnicas, quando estivermos diante de uma alma humana sejamos apenas outra alma humana. Como um convite à escuta ativa e humilde, empática, não oracular. O terapeuta não é um oráculo!
Na relação terapeuta-cliente, a empatia cria um ambiente de confiança e segurança, onde o cliente se sente valorizado e compreendido. Isso é fundamental para que ele possa se abrir, explorar suas questões e se engajar ativamente no processo terapêutico.
Sem empatia, o terapeuta corre o risco de assumir uma postura distante, técnica ou até autoritária, o que pode inibir o cliente e prejudicar o progresso da terapia. Portanto, a empatia não apenas fortalece o vínculo, mas também promove uma dinâmica mais igualitária, onde o terapeuta e o cliente trabalham juntos como parceiros no processo de cura e transformação.
Assim, cultivar a empatia é um compromisso essencial para qualquer terapeuta floral que aspire a oferecer um acompanhamento ético, respeitoso e verdadeiramente transformador.

Este tema está mais amplamente tratado no livro de Ricardo Orozco e Carmen Rosety (Recursos e estratégias para atendimento em terapia floral – Pequeno compêndio de nossas experiências) que já está disponível em nossa loja online.
É preciso conhecer repertório floral? Sim, é imprescindível. Contudo, é igualmente imprescindível saber o que fazer com ele e com a pessoa que precisa dele. É preciso formar-se terapeuta.
Convidamos você para essa jornada na companhia dos livros que estamos trazendo e dos textos que estamos publicando aqui no blog.
Texto autoral produzido pelo Centro de Estudos Florais com base no livro acima citado. Direitos reservados. Seja ético sempre.