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Atendimento em Terapia Floral

A arte de perguntar em terapia se revela como um veículo essencial no processo de mudança, em que cada pergunta atua como um convite a chacoalhar ou estimular a realidade que o cliente construiu. Não perguntamos para reafirmar nossas próprias certezas, mas para abrir espaços de reflexão sobre sentimentos, pensamentos, histórias e crenças que, até então, permaneciam na sombra. No âmbito da Terapia Floral Integrativa, a pergunta é uma ferramenta clínica concebida para encorajar a pessoa a se aprofundar em si mesma, de modo crítico e sentido.

As perguntas são veículos do processo de mudança

As perguntas têm implicações poderosas. Elas são formuladas para conhecer a vida de quem busca atendimento, mas também para perturbar, mover da zona de conforto, ou estimular a maneira como a pessoa constrói a sua realidade. São um convite a refletir sobre sentimentos, pensamentos, ações e crenças. As perguntas facilitam a resolução de um problema ou a criação de uma nova realidade.

As perguntas da TFI visam encorajar o cliente a se aprofundar em si mesmo e a pensar de forma mais crítica. Fazer perguntas envolve um risco: quem pergunta está delimitando um domínio sobre o qual se deve perguntar e responder. Por isso, nos interessará perguntar sem nos afastarmos do que a pessoa vai dizendo, e com a intenção de abrir novos espaços naquilo que está acontecendo.

A boa pergunta abre a conversa

Deste modo criamos um espaço em que a pessoa reflete sobre o que já pensou e sobre o que nunca pensou, ao mesmo tempo que se atreve a sentir, porque está acompanhada por seu terapeuta. A essa atividade da mente dá-se o nome de ampliação da consciência. Algo se alarga graças à pergunta.

Ao perguntar, colocamos contradições em evidência, descobrimos conflitos e talentos, e também lembranças insignificantes que se tornam significativas graças à pergunta. É pela interrogação das coisas mínimas, daquilo que parece elementar ou indiscutível, que chegamos às práticas de vida que as perturbam.

Perguntamos porque não sabemos

Quando perguntamos, não esperamos que a pessoa responda aquilo que queremos ou que pensamos ser a verdade. Isso não é perguntar; é querer ser reafirmado, buscar validação para sua teoria. Perguntar não é interrogar nem examinar.

Perguntamos e provocamos para que a pessoa narre e, de passagem, diga — sem saber — as essências florais que se fazem presentes.

Quando você não souber o que perguntar, talvez seja interessante não perguntar nada; antes, deter-se para acompanhar essa pessoa na tentativa de encontrar palavras. Quando digo “deter-se”, estou dizendo que faça silêncio — um silêncio que não é distância nem ausência de contato, mas a atitude terapêutica floral de quem confia que, por fim, o cliente encontrará alguma palavra. Trata-se de esperar, de saber estar num silêncio sempre atento.

Trecho retirado do livro Terapia Floral Integrativa. Recursos, actitud y valores en la consulta y la enseñanza de la terapia floral, Susana Veilati, 2013, Edaf. O trecho foi adaptado e cedido pela própria autora a partir do texto original completo que está no livro. Este livro está sendo traduzido para o português pelo Centro de Estudos Florais, com publicação prevista para o final de 2026.

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Respostas de 4

  1. Estudava Terapia Floral de Bach, há 05 anos, tipo autodidata, a partir de Dez/2025, passei a ser aluno da Luciana Moura, em Porto Alegre RS, descortinando este universo ainda mais, muito bom. O texto acima, provoca nossa sensibilidade e humanidade para acessar o que o paciente busca ou quer, mas, conforme o texto precisamos perceber mais, bem mais.

    Muito bom, obrigado.

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