No dia 22 de setembro de 2025, às 15h19 (horário de Brasília), o hemisfério sul será tocado pela chegada da primavera austral. A estação das flores se estenderá até 21 de dezembro, trazendo consigo um convite à renovação, ao equilíbrio e ao reencantamento com os ciclos da natureza.
O instante do equinócio
A primavera nasce no equinócio de setembro, quando o Sol distribui sua luz de forma quase igual entre os dois hemisférios. Dia e noite se equilibram, como se a Terra respirasse em compasso perfeito: doze horas de luz, doze horas de escuridão. É nesse instante que a vida começa a se expandir novamente após o recolhimento do inverno.
A estação da renovação
A primavera é mais do que uma mudança de clima: é um renascimento visível. Brotos surgem nos galhos antes adormecidos, jardins se enchem de cores e perfumes, e os dias se alongam pouco a pouco, preparando o coração da Terra para o verão. É tempo de florescer, de semear novos caminhos e de sentir que tudo pode recomeçar.
Austral e Boreal: duas primaveras em contracanto
Enquanto celebramos a primavera austral no hemisfério sul, o hemisfério norte se veste com as cores do outono. Essa alternância é a coreografia natural do planeta: quando aqui a vida floresce, lá ela se recolhe; quando lá é tempo de primavera, aqui é tempo de folhas caindo.
A primavera do hemisfério sul recebe o nome de austral. Já no hemisfério norte, recebe o nome de boreal, surgindo em março e se prolongando até o solstício de junho. Duas faces da mesma realidade, mostrando que a Terra jamais dorme — apenas alterna ritmos, em busca de equilíbrio.
A origem da palavra
O próprio nome da estação guarda sua beleza: primavera vem do latim primo vere, que significa “primeiro verão”. Uma expressão que traduz com simplicidade e encanto a essência dessa estação — o anúncio de dias mais claros, de calor que retorna, de vida que se intensifica.
Texto autoral produzido pelo Centro de Estudos Florais. Direitos reservados. Seja ético sempre.
Foto: Ian White – Dog Rose of the Wild Forces, Bush Australiano.