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Encerramentos delicados

É bastante comum os terapeutas iniciantes, e até alguns um pouco mais experientes, temerem a chegada de um novo cliente e todo o desconhecido dessa pessoa e desse novo processo terapêutico que está por iniciar. Mas não só o desconhecido do novo, do início, é afligente: o encerramento também pode ser. Inclusive ainda mais! Como terminar um processo terapêutico?

Nem todos os processos terapêuticos se encerram de forma simples ou satisfatória. Alguns fechamentos podem ser mais complexos e desafiadores, tanto para o terapeuta quanto para o cliente. Esses encerramentos delicados costumam ocorrer quando:

  • O cliente decide interromper abruptamente a terapia, sem dar explicações claras.
  • Há um conflito não resolvido entre terapeuta e cliente.
  • O terapeuta percebe que a continuidade do processo não está sendo benéfica, mas o cliente insiste em permanecer.
  • O cliente está em negação sobre o fim do processo, evitando o encerramento por medo ou dependência emocional.

Em situações assim, é importante que o terapeuta:

  • Mantenha a escuta aberta, permitindo que o cliente expresse seus sentimentos sobre o fechamento.
  • Seja honesto e respeitoso, comunicando sua percepção com clareza e empatia.
  • Valorize o processo vivido, mesmo que o encerramento não seja ideal, reconhecendo o caminho percorrido juntos.
  • Ofereça indicações, caso sinta que o cliente precise de outro acompanhamento.

Encerramentos difíceis são parte do ofício terapêutico, e lidar com eles de forma ética e consciente contribui para o crescimento pessoal e profissional do terapeuta. Além de ser muito benéfico para o cliente também, que sente o valor de tudo que viveu e do profissional em quem confiou.

Este tema está mais amplamente tratado no livro de Ricardo Orozco e Carmen Rosety (Recursos e estratégias para atendimento em terapia floral – Pequeno compêndio de nossas experiências) que já está disponível em nossa loja online.

É preciso conhecer repertório floral? Sim, é imprescindível. Contudo, é igualmente imprescindível saber o que fazer com ele e com a pessoa que precisa dele. É preciso formar-se terapeuta.

Convidamos você para essa jornada na companhia dos livros que estamos trazendo e dos textos que estamos publicando aqui no blog.

Texto autoral produzido pelo Centro de Estudos Florais com base no livro acima citado. Direitos reservados. Seja ético sempre.

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Respostas de 4

  1. Tão importante quanto a recepção de um novo cliente é a finalização deste processo. E a formação permanente é de suma importância para um processo terapêutico profundo, de qualidade e com maestria. Que maravilha, essa nova edição do Centro de Estudos Florais!

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